sábado, 15 de janeiro de 2011

Da vida. Ou da morte. Em vida.

Falho todos os números. Esqueço todas as probabilidades.
Durmo durante dias. Há-os em que não consigo dormir.
Sinto-me morrer aos poucos. Choro-me. Choro-os todos.
Desfaço rostos no imenso céu do pensamento. Esqueço. Mato-os dentro de mim.
Nasço-me outra.
Enterro-te no banco de jardim onde nos vimos nascer.
(...) chegas.
e abafas o som dos meus passos na calçada.
Torturo as palavras. Torturo-me no silêncio dos que se confundem no quadro das ruas sem nome.
Falho.
Esqueço. Esqueço-me. Morro-me.
E nasço, uma vez mais, outra.



Não necessariamente por esta ordem.

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